quarta-feira, 22 de setembro de 2010


Pequeno Ciclo Cinema e Pintura

A programadora deste ciclo é Adriana Galvão, que propõe apresentar 4 obras sobre a vida de Van Gogh, Rembrandt, Caravaggio e Modigliani, através do olhar dos diretores  Alexander Korda, Vincenti Minelli, Derek Jarman e Mick Davis.
Um momento propício para apreciar  a monumentalidade das pinturas produzidas por esses artistas, seus modos e códigos de operação e criação,  vistos através da representação e reconstruções da estética de suas épocas.

Dias: 24/09, 01/10, 08/10 e 15/10 sempre às sextas - 19h 
no auditório da Adufpi



Sede de Viver  (Lust for life)
sexta
24 de setembro
19h
Diretor: Vincente Minnelli
Elenco:Kirk Douglas, Anthony Quinn, Everett Sloane, James Donald
Produção: John Houseman
Roteiro: Norman Corwin, Irving Stone
Fotografia: Russell Harlan, Freddie Young
Trilha Sonora: Miklos Rozsa
Duração: 116 min.
Ano: 1956
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido

Drama biográfico sobre a vida do pintor Vincent Van Gogh, com interpretação excepcional de Kirk Douglas. A história é inspirada na correspondência entre o pintor e seu irmão, Theo Van Gogh, de quem recebia apoio moral e financeiro. Vincent é mostrado como um artista torturado por sua genialidade, consumido pela obsessão por pintar. Seus problemas emocionais criam uma vida infeliz e com relacionamentos conturbados. Anthony Quinn aparece como Paul Gaugin, pintor que foi amigo de Van Gogh em mais um relacionamento complicado, e levou o Oscar de Ator Coadjuvante. Fotografia brilhante, bela música e raros quadros de Van Gogh, emprestados para o filme por colecionadores do mundo inteiro.
Fonte: http://www.telefilme.net/sinopse-do-filme-2245_SEDE-DE-VIVER.html



Rembrandt
sexta
1 de outubro
19h
Direção: Alexander Korda
Elenco: Charles Laughton Gertrude Lawrence,Elsa Lanchester, Edward Chapman Walter Hudd Roger Livesey
Drama – 85 min.
Inglaterra/1936

No ano de 1642, em Amsterdan, o grande pintor Rembrandt Van Rijin (Charles Laughton) desfruta de uma vida cheia de fama e fortuna, mas com a morte de sua esposa/musa, seu trabalho encontra a escuridão. Falido e desolado, ele encontra consolo nos braços de uma bela jovem, Hendrickje (Elsa Lanchester), uma empregada de sua casa. Agora, oferecida uma segunda chance a ele no amor, Rembrandt irá tomar coragem e superar os seus demônios? O premiado e excepcional ator Charles Laughton nos presenteia com uma atuação maravilhosa e convincente de um dos maiores pintores da história da arte. "Este filme inglês de Alexander Korda desagrada mais pelo final. Quando se julga que algo realmente importante vai acontecer, ele termina... Entretanto, é uma realização que não pode passar despercebida. É um filme que se impõe pelo seu intérprete (Charles Laughton) e pela sua enorme beleza de imagens. Gênero biográfico, ele reproduz trechos da vida do famoso pintor flamengo. Seu desenvolvimento é lento, quase chegando à monotonia. Episódico, sem um grande interesse que o vitalize, ele consegue impressionar através da arte de Charles Laughton, que nos dá mais uma extraordinária criação, como Rembrandt.
Fonte: memorialdafama.com/Cinearte/Cinearte33.html



Caravaggio
sexta
8 de outubro
19h
Diretor: Derek Jarman
Elenco: Nigel Terry, Sean Bean, Michael Gought.
Produção: Sarah Radclyffe
Roteiro: Derek Jarman
Fotografia: Gabriel Beristain
Trilha Sonora: Simon Fisher-Turner
Duração: 93 min.
Ano: 1986
País: Reino Unido
Gênero: Drama
Colorido

Michelangelo Merisi da Caravaggio (Nigel Terry) foi o garoto da Renascença Italiana. Tendo sua história contada em flashbacks, o artista recorda fatos de sua curta existência na terra e nos mostra sua infância, as decepções do início de sua carreira, seus últimos sucessos, sua amizade com um cardeal e sua relação destrutiva com um jogador muito atraente.
Talvez, este seja o melhor trabalho de Jarman onde nos é contada toda a história da vida do pintor, exibindo as contradições entre as crenças religiosas e sua identidade sexual.
Maravilhosamente filmado em cenários que nos recordam a própria sensibilidade de Caravaggio, o filme é cheio de lindos tons de azuis e vermelhos banhando os atores em luzes de velas, criando um efeito assustador e misterioso.
A paixão de Caravaggio pela sua arte e também por seus modelos, o conduzem para sua queda final nesta suntuosa e desafiante biografia de um lendário pintor. 



Modigliani
sexta
15 de outubro
19h
Título Original: Modigliani
Gênero:Drama
Direção:Mick Davis
Roteiro:Mick Davis
Elenco:Omid Djalili (Pablo Picasso)Elsa Zylberstein (Jeanne Hébuterne)Andy Garcia (Amedeo Modigliani)Hippolyte Girardot (Maurice Utrillo)Udo Kier (Max Jacob)
País de Origem: EUA
Duração: 128 minutos - 2004

Esta é interessante cinebiografia do famoso pintor italiano de origem judaica Amedeo Modigliani (1884-1920), personificado aqui pelo ator Andy Garcia
O filme,centra seu foco em duas frentes: sua rivalidade pessoal e artística com o pintor espanhol Pablo Picasso (Omid Djalili) e o romance com Jeanne Hebuterne (Elsa Zylberstein, de Monsieur N.). Outras figuras historicas batem ponto na trama, como a escritora Gertrude Stein (Miriam Margolyes,), Frida Kahlo (Beatrice Chiriac) e Olga, a esposa de Picasso (a top model Eva Herzigova). Inteiramente filmado em bela Roma. A trama é sobre a vida de Modigliani, o pintor e escultor do inicio do século XX, que gira em torno da relação do pintor com a esposa e a tentativa dela para que ele venda os seus quadros, se dedique à família e abandone a espiral de destruição em que se encontra. Viciado em droga e alcoólico convicto, Modigliani desde cedo demonstrou queda para a arte. No filme, o pintor dialoga constantemente com o seu ser, quando criança.
Fonte: http://adrieli-jeanete.blogspot.com/2007/09/sinopse-do-filmepaixo-pela-vida_13.html

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DO CICLO MULHERES:

SEXTA - 20/08 - 19H

TERRA FRIA
Título original: North Country
Duração:  126 minutos (2 horas e 6 minutos)
Gênero:  Drama
Direção:  Niki Caro
Ano:  2005
País de origem: EUA

O que Josey Aimes mais quer é um trabalho decente para que ela possa colocar comida em casa e criar bem seus filhos. Mas o que ela realmente consegue é ser ameaçada, insultada, cobiçada, desprezada, atacada e chamada dos piores nomes. “Encare isso como homem”, lhe diz seu chefe machista. Em vez disso, ela encara tudo como um ser humano – e contra-ataca. Baseado na história real do primeiro caso de assédio sexual, nos Estados Unidos, que venceu nos tribunais. A luta de Jesey e das suas companheiras marcou uma época e abriu caminho para uma legislação mais forte e atenta a este problema.


SEXTA - 27/08 - 19H

O ABORTO DOS OUTROS
País de Origem:  Brasil
Gênero:  Documentário
Tempo de Duração: 72 minutos
Ano de Lançamento:  2008
Estréia no Brasil: 05/09/2008
Site Oficial:  http://www.oabortodosoutros.com.br
Direção:  Carla Gallo

"O Aborto dos Outros" é um filme sobre maternidade, afetividade, intolerância e solidão. A narrativa percorre situações de abortos previstos em lei ou autorizados judicialmente, feitos em hospitais públicos, e situações de abortos clandestinos. O filme mostra os efeitos perversos da criminalização para as mulheres e aponta a necessidade de revisão da lei brasileira.


 SEXTA - 03/09 - 19H

MILK - A VOZ DA IGUALDADE
Direção: Gus Van Sant
Roteiro: Dustin Lance Black
Gênero: Biografia/Drama
Origem: Estados Unidos
Duração: 128 minutos
Tipo: Longa-metragem

Ativista dos direitos gays. Amigo. Amante. Unificador. Político. Lutador. Ícone. Inspiração. Herói. A vida de Harvey Milk mudou a história, e sua coragem mudou vidas. No início dos anos 70, um nova-iorquino que resolveu viver em São Francisco com o namorado, abrindo a pequena loja de revelação fotográfica Castro Camera num bairro operário, surpreendeu a todos ao se tornar um verdadeiro agente de mudanças. Numa época em que o preconceito e a violência contra homossexuais eram aceitos abertamente como norma, Milk buscou direitos iguais e oportunidades para todos, mergulhando de cabeça nas turbulentas águas da política. 


SEXTA - 10/09 - 19H

NASCIDOS EM BORDÉIS
Título Original:  Born Into Brothels: Calcutta's Red Light Kids
País de Origem:  Índia / EUA
Gênero:  Documentário
Tempo de Duração: 85 minutos
Ano de Lançamento:  2004
Direção:  Zana Briski / Ross Kauffman 

Este ganhador do Oscar, mostra a vida de crianças do bairro da Luz Vermelha, em Calcutá. O aparente enriquecimento da Índia deixa de lados os menos favorecidos. Porém, ainda há esperanças. Os documentaristas Zana Briski e Ross Kauffman procuram essas crianças e munido de câmeras fotográficas pede para elas fazerem retratos de tudo que lhes chamam a atenção. Os resultados são emocionantes E enquanto as crianças vão descobrindo essa nova forma de expressar, os cineastas lutam para poder dar mais esperança, para as quais a pobreza é a maior ameaça à realização dos sonhos.


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Conheça o novo programador das sextas-feiras, e confira o último filme da sessão infanto-juvenil. Participe!

O Cineclube está iniciando o ciclo Mulheres. O programador deste ciclo é a UJS - União da Juventude Socialista - que através de suas diretorias: Jovens mulheres, Livre orientação sexual, Comunicação e a de Formação, em parceria com o DCE-UFPI propõe filmes que abordam questões femininas como gênero e sexualidade. Os programadores tem intenção de realizar cine-debates após cada seção.

O filme de estréia será:

Anjos Rebeldes - Sexta-feira, 13 de agosto, 19h

 

Título original:  Iron Jawed Angels
Duração:  123 minutos
Gênero: Drama
Direção: Katja von Garnier
Ano: 2004
País de origem: EUA

Filadélfia, setembro de 1912. A quaker Alice Paul (Hilary Swank), que viveu um bom tempo na Inglaterra, vai com sua melhor  amiga, Lucy Burns  (Frances O'Connor), se encontrar com a reverenda Anna Howard Shaw (Lois Smith), que preside a Associação Nacional das Mulheres Sufragistas e tem Carrie Chapman Catt (Anjeica Huston) como braço direito. Anna e Carrie têm posições bem conservadoras, que fazem o movimento avançar muito pouco em vários anos - só em 9 estados as mulheres votam. Alice, uma feminista, está disposta a arriscar tudo para obter uma emenda na constituição que permita que todas as americanas  votem.Para isso, ela organiza uma passeata a ser realizada no mesmo dia da posse do presidente Woodrown Wilson. O filme é ganhador de dois Globo de Ouro.

Neste domingo, o último filme do ciclo Infanto-juvenil com a animação:

As Bicicletas de Belleville - Domingo, 15 de agosto, 10h


titulo original: (Les Triplettes de Belleville)
lançamento: 2003 (França) 
direção: Sylvain Chomet 
atores: Michèle Caucheteux , Jean-Claude Donda , Michael Robin , Monica Viegas 
duração: 82 min
gênero: Animação
 
Champion é um menino solitário, que só sente alegria quando está em cima de uma bicicleta. Percebendo a aptidão do garoto, sua avó começa a incentivar seu treinamento, para fazê-lo um verdadeiro campeão e poder participar da Volta da França, principal competição ciclística do país. Porém, durante a disputa, Champion é sequestrado. Sua avó e seu cachorro Bruno partem então em sua busca, indo parar em uma megalópole localizada além do oceano e chamada Belleville.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010




Hoje, 06 de agosto, 19h, o último filme do Ciclo Russo será:


Solaris 
165 minutos
Gênero: Ficção Científica
Direção: Andrei Tarkovsky
Elenco: Natalya Bondarchuk e Donatas Banionis
Baseado no romance de Stanislaw Lem
Palma de Ouro no Festival de Cannes

Solaris (Solyaris, 1972) é uma adaptação do famoso romance ficção-científica do escritor polaco Stanislaw Lem. A história acompanha a jornada do psicólogo Kris Kelvin (Donatas Banionis), enviado ao espaço para investigar os estranhos acontecimentos ocorridos na distante estação espacial que orbita o planeta Solaris. Kelvin, é surpreendido ao descobrir que um dos tripulantes tinha se suicidado e outros dois estavam à beira da loucura. De alguma forma, o misterioso oceano de Solaris parece ter a capacidade de influenciar a mente humana, fazendo com que os que entram em contato com ele recebam ‘visitantes’ inesperados. E Kelvin não é exceção já que depois de algum tempo de permanência na estação orbital, reencontra a sua esposa, falecida há dez anos. A partir daí, o filme passa a examinar os conflitos e as ambigüidades de um homem que recebeu a excepcional oportunidade de reparar os erros do seu passado. Essencialmente, Solaris questiona as motivações da humanidade na sua inútil tentativa de encontrar a solução para suas dúvidas e problemas existenciais na vastidão do Universo. Desde o seu lançamento até hoje, Solaris é por muitos, e exageradamente, considerado como uma resposta soviética a 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odissey, 1968), de Stanley Kubrick. Sem dúvida alguma, tratam-se de duas obras-primas do cinema, mas o termo ‘resposta’ não será propriamente o mais adequado para comparar dois filmes que de alguma forma se complementam mutuamente.
(fonte: http://vagalumerosa.wordpress.com/category/especiais-diretores/andrei-tarkovsky/)


E domingo, 08/08, 10h, na sessão infanto-juvenil será exibida a animação:

Como Treinar o seu dragão

Nome: Como treinar o seu dragão
Nome Original: How to Train Your Dragon
Cor filmagem: Colorida
Origem: EUA
Ano de produção: 2010
Gênero: Aventura, Animação
Duração: 98 min
Classificação: Livre
Direção: Dean Deblois, Chris Sanders

Do estúdio criador de “Shrek”, “Madagascar” e “Kung Fu Panda”, surge “Como Treinar o Seu Dragão”.
Passada em um mundo lendário de Vikings musculosos e de dragões selvagens e baseada no livro de Cressida Cowell, a comédia de ação conta a história de Soluço, um Viking adolescente que não combina muito bem com a longa tradição de sua tribo de heróicos matadores de dragões. O mundo de Soluço vira de cabeça para baixo quando ele encontra um dragão que dasafia tanto ele quanto seus companheiros Vikings a encararem o mundo de um ponto de vista totalmente diferente.
(fonte: http://www.filmesdecinema.com.br/filme-como-treinar-seu-dragao-6207/)

terça-feira, 27 de julho de 2010

Vá e Veja - Nesta sexta, 30 de julho às 19h

 
Dando continuidade ao "Ciclo de Cinema Russo", proposto pelo programador Juan Carlos Cisneros, nesta sexta é a vez do filme: 

Vá e Veja
Direção: Elem Klimov
Ano: 1985 
País: Rússia
Gênero: Drama, Guerra
Duração:142 min. / cor
Título Original: Idi i Smotri 
Título em inglês: Come and See
 
Na Bielorússia (região da URSS próxima à fronteira com a Polônia), em 1943, o adolescente Florya (Aleksei Kravchenko) é separado de sua mãe e levado de sua aldeia por um grupo de guerrilheiros antinazistas. O grupo de resistência desaparece rapidamente para preparar uma emboscada, quando os alemães começam a invadir a região. Florya e uma garota, Glasha (Olga Mironova), são deixados para trás e testemunham o bombardeio de uma vila pelos alemães, acontecimento que o deixa surdo. Os dois decidem voltar para casa de Florya, mas encontram a aldeia abandonada e pouco depois descobrem que a família do rapaz foi dizimada. Florya, cada vez mais perturbado mentalmente, vaga por pântanos e florestas, presenciando sempre as maiores atrocidades, até reencontrar o grupo de resistência e ajudá-lo a identificar líderes nazistas que deverão ser executados. (fonte: http://cinema.cineclick.uol.com.br/filmes/ficha/nomefilme/va-e-veja/id/4272)
 
sexta - 30/07 - 19h - auditório Adufpi

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Cinema Infanto-juvenil

O cineclube Olho Mágico tem nova seção aos domingos voltada para o público infanto-juvenil. A seção dominical tem inicío ás 10 horas e  faixa etária para maiores de seis anos. A primeira programadora deste ciclo é Luciana Soares.



Kirikou - Os Animais Silvestres
titulo original: (Kirikou et les Bêtes Sauvages)
lançamento: 2005 (França)
direção: Michel Ocelot , Bénédicte Galup
 atores: Pierre-Ndoffé Sarr , Awa Sene Sarr , Robert Liensol , Marie-Philomène Nga , Emile Abossolo M'bo
duração: 75 min
   gênero: Animação
  status: arquivado

O avô de Kirikou (Pierre-Ndoffé Sarr) conta as desventuras do garoto, cuja altura não alcança nem o joelho de uma pessoa normal. Entre elas o avô conta como Kiriku aprendeu a ser jardineiro, detetive, artesão, doutor, comerciante e viajante, percorrendo os diversos recantos da África.


Neste domingo,18 de julho, às 10 horas, no auditório da ADUFPI.


  A Balada do Soldado

16 de julho, às 19 horas no auditório da ADUFPI.

Duração: 89 minutos
Ano: 1959
Gênero: Guerra
Direção: Grigori Chukhrai
Elenco: Vladimir Ivashov e Zhanna Prokhorenko
Palma de Ouro no Festival de Cannes

O protagonista desta história, Alyosha Skvortsov, é um soldado russo, um dos muitos que lutaram durante a 2ª Guerra Mundial contra o fascismo. Mas Alyosha não é nem um herói de filmes de acção, nem um conquistador. Ele é apenas um rapaz simples, que entra em pânico da primeira vez que avista um tanque inimigo, mas ultrapassa o seu medo e consegue atingi-los. Pelos seus feitos e coragem, Alyosha é recompensado com dois dias de licença para visitar a sua mãe.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Ciclo Russo

O programador deste novo ciclo é Juan Carlos Cisneros.O ciclo terá cinco filmes que serão exibidos entre o mês de julho e primeira semana de agosto.



                                                  
Nono Pelotão /09 de julho
Duração:139 minutos
Gênero: Guerra
Direção: Fyodor Bondarchuk
Elenco: Fyodor Bondarchuk, Aleksei Chadov, Mikhail Evlanov, Ivan Kokorin, Artyom Mikhalkov

Sinopse: Em 1988 um grupo de 39 soldados soviéticos foi encurralado por 400 rebeldes afegãos e se tornaram heróis de uma guerra esquecida... Baseado na história verídica de um grupo de soldados soviéticos que participaram, nos anos 80, da invasão do Afeganistão. A sangrenta guerra entre soviéticos e mujahidin levou à morte milhares de soldados de ambos os lados. O filme mostra, através dos olhos do exausto Oficial Khokhol, a luta dos jovens soldados, que acreditando estar servindo ao país, morreram bravamente no topo de uma montanha conhecida pelo nome de "Cume 3234".

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ciclo Político


 

Sebastião Sousa estréia como programador e inicia nova fase interativa no cineclube.
Confira a programação para os dias 10, 17 e 24/06 - 01/07.
Participe!


A culpa é do Fidel - 10/06
titulo original: (La Faute à Fidel)
lançamento: 2006 (França) (Itália)
direção: Julie Gavras
atores: Nina Kervel-Bey , Julie Depardieu , Stefano Accorsi , Benjamin Feuillet , Martine Chevallier
duração: 99 min
gênero: Drama

Anna de la Mesa (Nina Kervel-Bey) tem 9 anos, mora em Paris e leva uma vida regrada e tranqüila, dividida entre a escola católica e o entorno familiar. O ano é 1970 e a prisão e morte do seu tio espanhol, um comunista convicto, balança a família. Ao voltar de uma viagem ao Chile, logo após a eleição de Salvador Allende, os pais de Anna estão diferentes e a vida familiar muda por completo: engajamento político, mudança para um apartamento menor, trocas constantes de babás, visitas inesperadas de amigos estranhos e barbudos. Assustada com essa nova realidade, Anna resiste à sua maneira. Aos poucos, porém, realiza uma nova compreensão do mundo.

Convite: Novos Programadores



No intuito de ampliar as opções para o público e também dar oportunidade aos cinéfilos exibirem seus filmes prediletos, o cineclube abre o espaço para você. 
Venha ser um de nossos programadores!

Envie um email para cineclubeolhomagico@gmail.com e solicite o formulário de inscrição. Selecione até 4 títulos e envie ficha técnica completa, bem como o dia e horário para exibição.



quarta-feira, 26 de maio de 2010

7º sessão: Eles não usam black tie














data: 27 de maio
hora: 19:30h
local: auditorio da Adufpi

Baseado na peça Eles não usam black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri.
Um movimento grevista se inicia numa empresa. Um operário está preocupado com sua namorada, que engravidou, e eles decidem se casar. Para não perder o emprego, ele resolve furar a greve, que é liderada por seu pai, iniciando um conflito familiar que se estende às assembléias e piquetes.

Ficha Técnica

Título original: Eles não Usam Black-Tie
Gênero: Drama
Duração: 134 min.
Lançamento (Brasil): 1981
Distribuição: Embrafilme
Direção: Leon Hirszman
Roteiro: Gianfrancesco Guarnieri e Leon Hirszman
Produção: Leon Hirszman Produções e Embrafilme
Música: Adoniran Barbosa, Chico Buarque de Hollanda e Gianfrancesco Guarnieri
Fotografia: Lauro Escorel
Desenho de produção: Jefferson Albuquerque Júnior e Marcos Weinstock
Figurino: Yurika Yamasaki
Edição: Eduardo Escorel

quarta-feira, 19 de maio de 2010

6º sessão São Paulo S.A

data: 20 de maio
horario: 19:30
local: auditorio da Adufpi

sinopse: A historia acontece no momento da euforia desenvolvimentista provocada pela instalação de indústrias automobilísticas estrangeiras no Brasil, no final dos anos 50. Conta a história de Carlos (Walmor Chagas), um jovem da classe média paulistana, que ingressa numa grande empresa. Logo depois, ele aceita um cargo numa fábrica de auto-peças, da qual torna-se gerente, e cujo patrão é sonegador de impostos e tem várias amantes. A certa altura, ele é um chefe de família que trabalha muito, ganha bem, mas vive insatisfeito. Sem um projeto de vida ou perspectivas para mudar a condição que rejeita, só lhe resta fugir.

 
Ficha tecnica

título original: São Paulo Sociedade Anônima
gênero: Drama
duração: 01 hs 51 min
ano de lançamento: 1965
site oficial:estúdio: Socine Produções Cinematográficas
distribuidora: Luís Sérgio Person
direção, roteiro: Luís Sérgio Person
produção: Renato Magalhães Gouvêa
música: Cláudio Petraglia
fotografia: Ricardo Aronovich
direção de arte: Jean Laffront
edição: Glauco Mirko Laurell

sábado, 15 de maio de 2010

II Mostra Cultural - Ano Oscar Niemeyer




A II Mostra Cultural-Ano Oscar Niemeyer é uma realização do Diretório Central dos Estudantes-DCE da Universidade Federal do Piauí-UFPI, e surgiu com a proposta de buscar a valorização e o fomento das Artes por meio de Oficinas, Palestras, GD's, Mesas redondas, Exposições, Espaços Alternativos, Publicação de Artigos, Festival de Música Autoral e Apresentações de Trabalhos que integrem Arte, Educação, Sociedade, Política e Meio Ambiente. 


Informações: (86) 8803-6974/8802-7987/9417-4648
site:   http://mostraebienal.blogspot.com/

terça-feira, 11 de maio de 2010

5º sessão: Sambando nas brasas, morô?


data: 13/05
horário: 19h
local: Auditório da Adufpi


Sinopse: Pedro (Marcello Novaes) é um músico que sonha entrar no mercado do Rio de Janeiro, em plenos anos 50. Com a ajuda de seu irmão Carlos (Clemente Viscaino), Pedro deixa Belo Horizonte para com ele dividir o mesmo teto em um distante subúrbio do na época Distrito Federal. Já no Rio, numa de suas apresentações, Pedro conhece Arlete (Tracy Segal), que integra um conjunto vocal. Logo eles se apaixonam. Nesta mesma época o atentado a Carlos Lacerda tumultua o ambiente político do país, fazendo com que as Forças Armadas queiram a renúncia do presidente Getúlio Vargas.
Vale pelas imagens de arquivo.
Ficha técnica
titulo original: (Sambando nas Brasas, Morô?)
lançamento: 2007 (Brasil)
direção: Elizeu Ewaldatores: Marcello Novaes, Tracy Segal, Clemente Viscaino,Isabel Guerón,Mara Manzan
duração: 80 min
gênero: Drama
roteiro: Arthur Rodrigues
fotografia: Ralf Tambke
direção de arte: Fernanda Candeias
figurino: Masta Rodrigues
edição: Jorge Santana e Tiago Scorz
estúdio: ES Comunicações / Phd Divulgação
distribuidora: Riofilme

quarta-feira, 5 de maio de 2010

4º Sessão: Estômago


data: 06/05
local: auditório da Adufpi
horário: 19h

Sinopse: Raimundo Nonato (João Miguel) foi para a cidade grande na esperança de ter uma vida melhor. Contratado como faxineiro em um bar, logo ele descobre que possui um talento nato para a cozinha. Com suas coxinhas Raimundo transforma o bar num sucesso. Giovanni (Carlo Briani), o dono de um conhecido restaurante italiano da região, o contrata como assistente de cozinheiro. A cozinha italiana é uma grande descoberta para Raimundo, que passa também a ter uma casa, roupas melhores, relacionamentos sociais e um amor: a prostituta Iria (Fabiula Nascimento).

título original: Estômago
gênero: Drama
duração: 01 hs 52 min
ano de lançamento: 2008
site oficial: http://www.estomagoofilme.com.br/
estúdio: Zencrane Filmes / Indiana Filmes
distribuidora: Downtown Filmes
direção: Marcos Jorge
roteiro: Lusa Silvestre, Marcos Jorge, Cláudia da Natividade e Fabrizio Donvito, baseado em argumento de Lusa Silvestre e Marcos Jorge
produção: Cláudia da Natividade, Fabrizio Donvito e Marcos Cohen
música: Giovanni Venosta
fotografia: Toca Seabra
direção de arte: Jussara Perussolo
figurino: Marisol Grossi
edição: Luca Alverdi

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Para quem quer estudar cinema em Cuba...



Divulgado o calendário de Cursos de Curta Duração da escola EICTV para 2010.

Há uma gama completa de opções para quem quer se profissionalizar na EICTV, aprofundizar seus conhecimentos ou se reciclar e aproveitar todos os benefícios de uma experiência internacional.

Para conferir as datas, preços e novidades acesse o site:

Oficinas internacionais - calendário 2010
Cursos de altos estudos 2010

100 anos de Akira Kurosawa



O cineasta japonês Akira Kurosawa (1910-1998) é um dos nomes mais reverenciados na história do cinema. Da década de 40, quando iniciou sua carreira com “Sugata Sanshiro” (1943), até os anos 90 – seu último filme foi “Madadayo” (1993) –, projetou o cinema japonês no mundo, tornou-se uma referência para muitos cineastas e presença constante nos principais festivais de cinema. Nesses exatos cinqüenta anos de cinema Kurosawa deixou algumas obras marcantes, sempre lembradas por estudiosos, críticos e apreciadores.
“Rashomon” (1950)`, foto a dir., premiado com Leão de Ouro no Festival de Veneza (freqüentemente presente em listas dos melhores filmes da história do cinema), projeta-o internacionalmente. Além de “Rashomon”, destacam-se entre os filmes mais apreciados e premiados de Kurosawa “Os sete samurais” (1954), que levou o Leão de Prata em Veneza, “Dersu Uzala” (1975), “Kagemusha” (1980), Oscar de melhor filme estrangeiro, “Ran” (1985) e “Sonhos” (1990). Esses são filmes que definitivamente realçam o nome de Kurosawa: obrigatórios, portanto, para os apreciadores da sétima arte.

Kurosawa iniciou sua carreira quando Yasujiro Ozu (1903-1963) e Kenji Mizoguchi (1898-1956) já tinham se estabelecidos como grandes nomes no cinema japonês, uma arte que, vale lembrar, foi muito popular no Japão nos anos 30, mais que apenas a partir da década de 50 teve seus realizadores projetados para além fronteira. Os três, de fato, formam a tríade dos realizadores de cinema mais conhecidos e influentes do Japão. Entre eles o que se pode afirmar é que Kurosawa, embora retrate em seus filmes temas e aspectos da cultura japonesa, foi o que mais marcadamente procurou um diálogo com o ocidente: “Hakuchi” (1950), foto abaixo., é uma adaptação de “O idiota”, de Dostoievski, “Trono manchado de sangue” (1957) e “Ran” são adaptações livres de “Macbeth” e “Rei Lear”, de Shakespeare, “Sonhos” tem por referência as pinturas de Van Gogh.

Essa escolha, vale destacar, torna seu cinema mais sensível e compreensível para o público ocidental do que o de Ozu ou Mizoguchi. Vale realçar também que em relação a Ozu e Mizoguchi o cinema de Kurosawa é destacado pelo tratamento épico e monumental dos temas históricos. Trata-se, portanto, de um cinema mais espetacularizado. O reparo que se pode fazer é que Kurosawa se ocupou com uma gama mais ampla de temas, com o risco que essa escolha acarreta, portanto, com uma filmografia mais irregular e por vezes sujeita a críticas: no meio fio entre o cinema de espetáculo de Hollywood (“Os sete samurais” e “Yojimbo serão adaptados para o gênero western) e temas da tradição japonesa.

De fato, já em seus primeiros filmes Kurosawa busca uma interconexão com temas que exploram a abertura do Japão com o mundo. “Waga seishum ni kuinashi” (1946) expõe as relações de espionagem com o incidente de Takigawa em 1933, momento em que o Japão entra em guerra com a China pela anexação da Mandchuria. E, nesse sentido, o filme de Kurosawa que mais acentua contrastes culturais é “Dersu Uzala”, em que, na paisagem da Sibéria, se confrontam os costumes e modos de vida da cidade, por meio de um topógrafo russo, e um camponês Goldi que lhe serve de guia.

Nesse filme, uma das cenas mais marcantes da história do cinema: no frio siberiano, perdidos e com a chegada da noite, ambos teriam morte certa se Dersu não improvisasse uma cabana com a vegetação rala da região. A respeito de temas voltados para a tradição japonesa, muitas vezes Kurosawa é identificado como o criador de gênero samurai, em que se dá destaque à honra, e nesses filmes são muitas vezes feitas remissões a um suposto Japão feudal. A esse respeito, vale frisar que Mizoguchi antes de Kurosawa filmou o clássico “Samurai Bushido”, “Genroku chushinguara” (1941). Vale frisar igualmente que o Japão feudal da época em que os samurais se tornam uma casta se inicia em 1603, no xogunato Tokugawa, e a era dos samurais termina em 1868, com a restauração Meiji. Os filmes samurais mais conhecidos de Kurosawa, “Os sete samurais”, “Yojimbo” (1961), “Kagemusha”, têm como foco os conflitos que antecedem a chegada do xogunato Tokugawa ao poder, em fins do século XVI e o ocaso dos samurais, com a restauração Meiji. Um suposto Japão feudal nos filmes de Kurosawa só pode ser considerado por padrões ocidentais. O feudalismo é uma forma de organização social e econômica no ocidente que não tem paralelo na cultura japonesa. De qualquer forma, na identificação cronológica com o feudalismo na Europa, “Tora no o wo fumu otokatashi” (1945) se passa em 1185, só que nesse filme não há samurais.

A se notar ainda, embora isso seja muitas vezes esquecido, que Kurosawa talvez seja o cineasta japonês mais sensível e preocupado em expressar as relações humanas no Japão logo após a derrota na II Guerra Mundial. “Zoku Sugata Sushiro” (1945) foi filmado justamente no ano em que a guerra terminou e faz referência à resistência ao abuso das forças de ocupação. Igualmente com foco nas relações humanas no pós-guerra destacam-se “Yoidore tenshi” [na foto acima] (1948) e “Shizukaru ketto” (1949). Nesses filmes Kurosawa tem como pano de fundo o social para expressar os sentimentos humanos com um acento humanista que lembra o romancista Yasunari Kawabata (1899-1972).

Nos cinqüenta anos férteis em que se tornou um dos cineastas mais conhecidos e festejados (Kurosawa responde pela direção de 31 filmes), observa-se dois momentos importantes em sua carreira: o final dos anos 40 e os anos 50, quando filmou “Yoidore tenshi”, “Rashomon”, “Os sete samurais” e “Trono manchado de sangue”, e seus últimos filmes, principalmente a partir de “Dersu Uzala”. Nesse balanço, “Yojimbo” destaca-se como o último grande filme da primeira fase da carreira de Kurosawa. Entre “Yojimbo” e “Dersu Uzala” em seus filmes há inegável perda de vigor. A década de 60, para muitos a ápice da arte cinematográfica, não foi prolífica para Kurosawa. Com “Dersu Uzala”, contudo, pode-se afirmar que Kurosawa retorna e nesse retorno inegável que filmes como “Kagemusha”, “Ran” e “Sonhos” são referências marcantes. Nessa segunda fase da obra de Kurosawa o acento negativo justamente para seu filme derradeiro, “Madadayo”, em que volta à temática das relações humanas do pós-guerra, mas que no conjunto de sua obra se revela demasiado amaneirado.


Por fim, na soma, Kurosawa merece sempre ser visto e revisto. Principalmente quando se quiser ter em vista uma obra que toca em muitos aspectos recônditos da alma e com isso se oferece para uma experiência estética poucos artistas no cinema conseguem. Cineastas distintos como Sergio Leone e Jim Jarmusch devem muito à arte de Akira Kurosawa.

[Por Humberto Pereira]